quinta-feira, 10 de junho de 2010

A simplicidade se perde a cada dia

Nos últimos anos, nós desenvolvedores e engenheiros de software aprendemos com nossos filhos a usar Orkut, Google, Twitter. Depois voltamos ao escritório para projetar software da maneira de sempre e treinar nossos usuários, craques do Facebook, a usar nosso cadastro de funcionários; craques do Booking.com a usar nossos sistemas de viagem; craques do Mercado Livre a usar nossos sistemas de contas a pagar.

Usabilidade tornou-se um jargão repetido até perder o sentido. Focamos nossos esforços para criar usabilidade como aprendemos a fazer tudo: de uma maneira robótica, falsa, artificial. Usamos a matemática, o dito “bom senso”, fazemos reuniões até tarde da noite e até sentamos com o usuário para que ele ajude a desenhar telas e fluxo de trabalho. Mas novamente estes modelos substituem a realidade em nossas mentes.
No final, nosso software, aquele grande frankenstein, é complexo, lento, cheio de falhas, e se desdobra pra tentar oferecer uma usabilidade insustentável, remendada, deselegante, baseada nas políticas da empresa e em normas ISO.

Como isso acontece? Tal como o prazo, a simplicidade se perde um dia de cada vez.

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